Quando o reajuste não é aplicado ou fica abaixo da inflação, o impacto atinge diretamente a rentabilidade do negócio. A primeira consequência é a redução das margens. Em seguida, inicia-se um trabalho minucioso de gestão: substituição de fornecedores e marcas, renegociação de contratos, análise criteriosa do DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) e, em situações mais críticas, até a diminuição do quadro de colaboradores. “É um processo contínuo de ajustes para garantir que a empresa continue operando”, resume.
Na análise do presidente do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha), Nelson Ramalho, acompanhar a variação efetiva dos insumos tornou-se um dos principais obstáculos para o setor. Segundo ele, é o próprio mercado que determina os preços. “O empresário precisa adequar sua operação ao valor que o cliente está disposto a pagar e, a partir dessa realidade, buscar preservar a rentabilidade”, explica. Para Ramalho, o CMV continua sendo o maior ponto de pressão, sobretudo em produtos como hortifrutigranjeiros e proteínas de origem animal.
Fonte: Jornal do Comércio
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